Olho o mar mas não lhe sei o nome. Fico parado em pé, torto, e o que sinto também não tem nome. Sinto meu corpo de cão. Não sei o mundo nem o mar a minha frente. Deito-me porque o meu corpo de cão ordena. Há um latido na minha garganta, um urro manso. Tento expulsá-lo mas homem-cão sei que estou morrendo e que jamais serei ouvido.
“Com meus olhos de cão”, Hilda Hilst
Você tem que morrer algumas vezes
antes que você possa realmente viver.Charles Bukowski, misto quente.









